Unidade Didática 1

Preferência de acordo com a altura

A preferência de acordo com a força reaparece se a própria pessoa vivencia um valor e um antivalor. Reconhecemos que um ladrão de colarinho branco respeita a vida, embora ele não respeite a propriedade. Porém é cinismo que um terrorista se vanglorie por não ter roubado a carteira de quem acaba de assassinar. O respeito à vida é mais baixo e forte que o respeito à propriedade. Se não existe respeito à vida, não há respeito a nada, nem mesmo à propriedade, embora pareça que sim exista.

A altura também dá margens a juízos de preferência entre valores. Se generosidade é dar mais do que o devido e justiça é dar somente o devido, a primeira é mais alta que a segunda. E menos forte. Suponhamos que alguém deixa uma boa gorjeta, mas vai embora sem pagar a refeição.

Altura e força coincidem na mesma ordem. A preferência é ainda mais clara de acordo com a gravidade (altura negativa) dos antivalores. Um assassinato é pior que um roubo. A ordem entre a altura de dois valores se repete na gravidade dos respectivos antivalores. E, além disso, essa ordem coincide com o que foi antes mencionado sobre a força. Altura e força convergem para a mesma hierarquia, que podem ser expressas como degraus de uma escada. A regra é: não é possível subir para o segundo degrau sem passar pelo primeiro. Ou, em geral, não é possível subir para o valor mais alto e frágil sem passar pelos valores mais baixos e fortes. É uma condição necessária, se não ... então não.

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