Unidade Didática 1
Valores de respeito: As coisas são como as vemos
Na Teoria do Conhecimento existem duas abordagens: realismo e idealismo. Melhor dito, houve. Desde que Frege e Peano (GLO) formalizaram a LÓGICA, o idealismo morreu, embora o fato ainda não tenha transcendido para o público em geral.
O realista diz: se vejo algo, é que existe algo. Isso é compatível com o erro. Não se garante que as coisas sejam como as vemos. Isso ocorre muitas vezes, mas não sempre. Se duas pessoas têm opiniões opostas sobre o mesmo ponto, valem, então, três situações: que o primeiro tenha razão e o segundo não; que o segundo tenha razão e o primeiro não; que os dois estejam errados. Mas se exclui que os dois tenham razão.
O idealista diz: se vejo algo, é que existe algo e, além disso, é como o vejo. Se esta premissa for aceita, a Terra era redonda na Grécia Clássica, porque eles pensavam que era assim, e a Terra era plana na Alta Idade Média porque eles pensavam que era assim. Não podemos excluir que no futuro ela volte a ser plana, embora, no momento, seja redonda.
Vamos formalizar com a terminologia de Berkeley: esse (ser) e percipi (é visto)
REALISMO: percipi → esse, mas não ao contrário.
IDEALISMO: (percipi → esse) & (esse percipi), ou seja, percipi " esse
Percipi esse é verdade. Porém caso seja acrescentada a falsidade esse percipi, acontece o absurdo idealista: nada pode existir sem que ao menos alguém o veja e se algo é visto por alguém então não existe.



